A morte de cruz era a punição criminal mais severa do mundo antigo. Onde o réu que cometia latrocínio (roubo seguido de morte), maníaco e outros crimes horrendos, era condenado à morte de cruz.
Segundo a história no dia da crucificação de Jesus era para ser crucificados três criminosos cruéis - Um deles se chamava Barrabás - Que tinha roubado e matado o irmão do carpinteiro que fazia as cruzes. E sabendo que o condenado teria que carregar a sua cruz, ele exagerou no peso e nas ferpas na cruz de Barrabás.
Mas antes da crucificação houve uma alteração: Apareceu mais uma pessoa para ser crucificada. A programação era para somente três réus. Então, eles pegaram o réu mais conhecido, a saber, Barrabás e deixou que o povo escolhesse: O novo réu, ou, Barrabás. Mas como o ser humano é propício para escolher o pecado e todas as espécies de males, foi escolhido Barrabás.
Essa nova pessoa que chegou para ser crucificada é Jesus o Nazareno, o Salvador. Mesmo sem nenhuma culpabilidade, Cristo foi condenado à morte de cruz, e pior, a cruz de Barrabás. Doravante, a tal cruz passou a ser chamada de “Cruz de Cristo”. Ela é o objeto mais conhecido em todo mundo - e é o principal símbolo da igreja.
Dentre muitos significados desta Cruz, escolhi apenas sete para compartilhar convosco. Nada valeria se simplesmente carregássemos a cruz no bolso, pendurássemos a no pescoço, ou na parede – Veja o que Deus espera de cada um de nós, quando lembramo-nos da cruz: Compromisso, Renúncia, Sofrimentos, Separação, Morte, Perseverança e Salvação.
E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. (Mateus 10: 38). Assim como Cristo tomou o compromisso de carregar aquela cruz, todos os seus discípulos precisam ter o compromisso de levar também a sua cruz para que possa segui-Lo e ser digno dEle.
Mostrar-te-ei o significado da expressão “tomar sua cruz” através de 4 pontos:
Cristo renunciou a se mesmo. Na lógica Ele nunca precisou disto. E na cruz o Salvador deu a sua maior demonstração de renúncia. Mas nós sempre precisamos renunciar. Conferiremos um dos ensinamentos de Cristo: Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; (Mateus 16: 24).
Para sermos claro renúncias são: Querer fazer algo – e não fazer; Querer ingerir bebidas alcoólicas- e não ingerir; Querer fumar – e não fumar; Querer brigar – e não brigar; Querer adulterar – e não cometer o adultério; Em fim, querer pecar - mas não pecar.
De antemão vamos ler um texto bíblico: Porque, como as aflições de Cristo são abundantes em nós, assim também é abundante a nossa consolação por meio de Cristo. (2ª Coríntios 1: 5).
Sofremos na caminhada cristã quatro categorias de sofrimentos, a saber:
Lutas: Isto fala da nossa batalha do dia-a-dia para permanecermos fieis a Cristo;
Provações: Esta categoria de sofrimentos vem da parte de Deus para nos testar – são comumente: Enfermidades e demais dificuldades.
Tentações: Esta categoria de sofrimentos vem da parte do inimigo das nossas almas – e é comumente a indução ao pecado.
E consequências: Esta categoria de sofrimentos vem da parte de nós mesmos – e normalmente, são: Problema na família, dívidas crônicas, perda de um emprego e etc..
A palavra separação do hebraico é “santificação”. Leiamos: Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo. (1ª Pedro 1: 15, 16).
Na cruz Cristo se separou da terra e desta vida; Na cruz foi separado o ladrão da direita, do da esquerda. Antes da cruz Cristo se apresentava mais como humano, depois dela o Senhor se apresentava mais como Espírito.
Isto significa que não podemos nos misturar: Com o pecado; Com os ímpios - exceto para fins educacionais, trabalhistas e evangelísticos: Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniquidade; porque o Senhor já ouviu a voz do meu pranto. Apartai-vos de mim, malfeitores, pois guardarei os mandamentos do meu Deus. (Salmos 6:8; 119:115).
A um dos símbolos mais significativo da cruz é a morte. Antigamente a morte de cruz era uma morte maldita. Mas no Cristianismo refere-se a uma morte especial porque:
Nela Cristo morreu, mas ressuscitou ao terceiro dia e ainda nasceu a Igreja.
Na cruz Jesus, o Nazareno não foi derrotado, mas Ele teve uma grande conquista. E todos quantos morrem para o pecado e para todo mal, são ressurgidos para Deus.
A cruz mostra que é preciso ir até ao fim. Cristo foi até ao fim para nos deixar o exemplo. Leiamos: Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. (Mateus 24: 13).
Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. (Romanos 5: 17).
Na cruz Cristo nos salvou. Através da sua Morte no Calvário todos os habitantes da terra, sem exceção, pode obter a salvação da sua alma. Essa salvação consiste no maior benefício de Deus, para com a humanidade.
Postado por: João Domingos Soares de Oliveira